sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Câmara pode propor lei que institui ato cívico

Após o constrangimento causado pela ausência de comemorações cívicas em torno dos 141 anos de Campo Largo, ontem, 23, a Câmara pode apreciar a proposta que institui, definitivamente, a realização de evento para marcar a data. Ao contrário do que afirma o Prefeito Edson Basso, em matéria publica na edição desta sexta, 24, do Jornal A Folha de Campo Largo, alguns parlamentares entendem que é necessário preservar a história do município. 

A sugestão para tal projeto parte do clamor popular. Ontem, muita gente ligava para emissoras de rádio, redações de jornais perguntando se "23 de fevereiro é mesmo aniversário de Campo Largo". No site oficial do município nada foi publicado.

As pressas, a Secretaria de Governo mobilizou autoridades para a realização de um "ato cívico" no Centro Administrativo Municipal João Bassani Sobrinho. Apesar da intenção, o estrago estava feito. A forte chuva que caiu minutos antes do horário agendado para a celebração (16h00m) foi o argumento do Governo Municipal para cancelar o ato. 

Segundo relatos de funcionários públicos municipais, a data foi esquecida pela administração. 

A proposta pode ser apreciada já na próxima segunda-feira (27). Apesar de não constar na pauta, uma medida precisa apenas da assinatura de um terço dos parlamentares para entrar em votação. 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Atualizado: Prefeitura cancela "ato cívico interno"

Após toda a polêmica que tomou conta das redes sociais e das ruas pela ausência da tradicional comemoração do aniversário da cidade, a Secretaria de Governo decidiu voltar atrás. A informação partiu do Departamento de Comunicação Social da Prefeitura e dá conta de que haverá um "ato cívico interno" às 16h00m. O local para o evento não está definido. Uns dão conta de que será na Sede do Governo Municipal. Outros boatos confirmam que o ato acontecerá no Centro Administrativo Municipal João Bassani Sobrinho, mobilizando os servidores públicos municipais. Partiu também deles [os servidores] grande pressão pela realização de menção a data histórica. 

Atualização

Rapidamente a assessoria do Prefeito Edson Basso convidou vereadores e secretários para comparecer ao evento, que aconteceria na Sede do Governo Municipal [gabinete]. Poucas horas depois os parlamentares foram informados de que o evento seria cancelado.

Com isso, o "ato cívico interno" programado as pressas para esta tarde não acontecerá mais. Também não há informações sobre a realização de outro evento equivalente.  

Câmara aprova Ouvidoria Geral do Município

A Câmara aprovou ontem, em segunda votação e novamente por unanimidade, o projeto de Lei 04/12 que cria e regulamenta a Ouvidoria Geral do Município. A medida não recebeu emendas em plenário e aguarda sanção do Prefeito Edson Basso para entrar em vigor.

O texto obriga, entre outros pontos, que a função de Ouvidor Municipal seja preenchido por um servidor concursado. Outro destaque é quanto ao tempo de resposta as solicitações da população. Com a Lei em vigor a Prefeitura terá sete dias para atendimento aos questionamentos encaminhados.

O texto prevê ainda a divulgação do relatório de atendimento em Diário Oficial e a prestação de contas do trabalho do órgão à sociedade.

O autor da nova Lei, Wilson Andrade (PSB) comemorou - "É um grande avanço para todos nós. Agora sim teremos uma ferramenta que dará maiores poderes ao cidadão".

Leia aqui o texto na integra.

PT ameaça expulsar filiado que não entregar cargo na Prefeitura

PT deixa Basso e abre caminho para
Affonso (foto) consolidar sua
candidatura.
O Partido dos Trabalhadores de Campo Largo decidiu, em reunião realizada uma semana antes do Carnaval, que a sigla não integrará mais o Governo do Prefeito Edson Basso. A decisão, registrada em ata segundo um membro da legenda, exige que os membros do PT que ocupam cargos na administração municipal devem exonerar-se até o final deste mês. 

Quem desobedecer a medida pode até mesmo ser expulso do partido. A fonte revelou ao Para Raio que apenas 4 integrantes do PT ainda detém cargos de confiança no Governo pemedebista. Um deles é o do secretário de Desenvolvimento Rural, Lino Petry. Segundo o petista, apenas em um dos casos foi respeitada a decisão tomada pelo PT. 

Na reunião ficou decidido também que o PT terá candidatura própria para sucessão municipal. O ex prefeito Affonso Guimarães é o principal (ou melhor, único) nome de peso para uma possível disputa.  

A decisão tomada pelo PT teria como avalistas os Ministros Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann e põe água no chopp do PMDB local, que sonha em agregar o PT mais uma vez em uma eleição. Por enquanto o partido de Udo Schmidt tem apenas o apoio do Partido da República (PR). Um partido nanico e de pouquíssima expressão no município. 

Aniversário de Campo Largo passa em branco

Hoje o Município de Campo Largo comemora 141 anos de emancipação politico administrativa. E pela falta de ação do Poder Executivo, a data passará em branco. Os protestos nas redes sociais se acumulam às centenas. O site oficial da Prefeitura (www.campolargo.pr.gov.br) sequer menciona a data.

O ex vereador Marcelo Puppi DEM) registrou em seu perfil nas redes sociais a falta de atenção do Governo Municipal: "Lamento não saber de nenhuma comemoração". Na sessão de ontem (22) na Câmara Municipal, a vereadora Lindamir Ivanoski (PSL) destacou a data e condenou a ausência de uma comemoração digna da história local. Ela cobrou do Prefeito maior atenção à politica de preservação do patrimônio histórico do município.

Josley Andrade (PSC) também lamentou pela não realização de um evento para marcar a data. Em seu perfil no Facebook o presidente da Câmara parabenizou a cidade pelos 141 anos.

Gafe

Durante o programa Primeira Hora, na Rádio Ágape AM 1.400, o servidor municipal Ari Stroparo antecipou 2013 e deixou a cidade "mais velha". Ao falar da ocasião ele afirmou que o município comemorava 142 anos. O apresentador, Anísio Moraes, tentou remediar a gafe do colega que insistiu no número incorreto. Stroparo ocupa cargo de confiança no Governo de Edson Basso como diretor da Secretaria de Promoção Social.

Na imagem abaixo o registro de uma comemoração à cidade. Saudades!

Sérgio Schmidt tenta, mas Câmara rejeita ampliação do EstaR

Um pedido no mínimo desanimador. Assim foi descrita a medida proposta pelo vereador Sérgio Schmidt (PDT) na primeira sessão da Câmara Municipal apo o Carnaval. Na véspera do aniversário da cidade, o vereador pedetista pedia a ampliação do EstaR. Schmidt queria a cobrança e regulação das vagas de estacionamento nas imediações do Terminal Urbano de Campo Largo. O autor justificou que o comércio daquela região vem sendo prejudicado pela falta de vagas para estacionamento de clientes. O requerimento foi rejeitado por 7 votos a 3. Além de Schmidt fora favoráveis a ampliação do EstaR Jorge Julio (PSB) e Darci Andreassa (PMDB).

Wilson Andrade (PSB) deu inicio a discussão da proposta de Schmidt. Contrário a medida, Andrade afirmou que a proposta ia contra o desejo da população. Lindamir Ivanoski (PSL) lembrou que o próprio Sérgio Schmidt criou, há dois anos, uma CPI para investigar o EstaR. “Por tudo que levantamos naquela Comissão, não posso votar a favor desse requerimento” – justificou Lindamir. Outro que contestou a proposta de Schmidt foi Lucir Marchiori (PSDB). Segundo ele, o pedido de Schmidt foi tão absurdo que previa a instalação do EstaR na Rua Santos Dumont – “A Rua ainda nem foi aberta. Está em obras! E o senhor que cobrem EstaR numa rua que nem existe?” – questionou o tucano. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Escola destruída pela chuva terá reforma do Governo do Estado

As chuvas que castigaram Campo Largo na semana passada produziram imagens que causaram dor e comoção entre a população. O forte temporal que há 7 dias alagou as dependências da ERCE, uma escola que atende a pessoas portadoras de necessidades especiais, provocou cenas de pânico e desespero. Um vídeo feito pela colaboradora da entidade, Mônica Rivabem, ganhou repercussão em todo o estado. A água causos danos ao velho telhado da escola, invadiu salas de aula e destruiu equipamentos.
De lá para cá a escola 218 alunos deixaram de receber atendimento da instituição – “A gente temia que a estrutura pudesse cair e causar uma tragédia ainda maior” – justificou a diretora da ERCE, Andréia Martins. A Defesa Civil Municipal esteve no local no dia seguinte ao incidente mas um engenheiro do órgão se recusou a emitir laudo técnico. Somente no inicio desta semana técnicos da Secretaria de Estado da Educação (SEDU) puderam realizar uma avaliação. “Eles asseguraram que o prédio não corre risco algum e autorizaram a volta as atividades na escola” – declara a diretora.
O drama vivido por alunos e funcionários da instituição sensibilizou não apenas a população, mas também as autoridades. Durante uma reunião com pais de alunos e funcionários nesta quarta (15), Andréia Martins anunciou que o Governo do Estado irá realizar a reforma da escola. Os investimentos podem ultrapassar o R$ 300 mil. Estão previstas obras como a troca do telhado, reparos estruturais e na rede elétrica. A ordem partiu do Governador Beto Richa, após insistentes apelos do vice governador Flávio Arns que, por sua vez, é um recorrente colaborador da escola. Em 2007 ele alcançou R$ 500 mil através de uma emenda ao Orçamento da União. O dinheiro, destinado para a ERCE, sequer chegou. Na época o então Senador Flávio Arns acusou o Prefeito de Campo Largo Edson Basso pela perda dos recursos.  
Agora, a entidade corre contra o tempo para reunir os documentos exigidos pelo Estado para viabilizar os investimentos. Atualmente a SEDU mantém convênio com a ERCE no valor de quase R$ 68 mil/ano. 
Reveja as cenas dramáticas do temporal que causou estragos a Escola:


 

Schmidt pede ampliação do EstaR. Oposição tenta derrubar medida.

Os vereadores de Campo Largo se reúnem logo mais às 19h00m, em plena quarta-feira de cinzas, para votar a criação da Ouvidoria Geral do Município. O projeto do vereador Wilson Andrade(Wilson Andrade) prevê a regulamentação do serviço e dará ao Prefeito prazo de até sete dias para atendimento as solicitações encaminhadas ao novo órgão. O projeto foi aprovado por unanimidade em primeira votação. 

Porém, uma proposta do vereador Sérgio Schmidt (PDT) é o ponto de desequilíbrio deste reinicio de trabalho do legislativo após o Carnaval, e pode gerar nova disputa em plenário. A medida de Schmidt prevê a ampliação do EstaR nas imediações do Terminal Urbano Municipal. A oposição e mobiliza para garantir que a medida não passe em plenário. Os vereadores Lucir Marchiori (PSDB) e Wilson Andrade (PSB) entendem que a ampliação do serviço não atende o desejo da população. Eles também argumentam que há muitas vagas de estacionamento disponíveis em todo o anel central da cidade, e que a medida visa exclusivamente “atender uma minoria”. 

Gastos desnecessários

Outro pedido de Sérgio Schmidt também enfrentará discussões no plenário. O parlamentar quer que seja construída uma grade de contensão no canteiro que divide a Clotário Portugal, em frente ao Terminal Urbano. Segundo Schmidt, o investimento é necessário para evitar que pedestres atravessem a rua fora da faixa de pedestres. 

Para a oposição o que Schmidt requer vai gerar gastos desnecessários aos cofres públicos. Wilson Andrade revela que o artigo 254 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) já prevê multa para quem atravessa fora da faixa de pedestres. Ele garante que uma campanha educativa envolvendo a Guarda Municipal pode mudar o hábito dos usuários que desrespeitam a Lei – “É muito mais barato e eficaz educar do que penalizar ou construir uma grade. Quanto o município vai gastar com uma obra dessas?” – questiona Andrade. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Richa exonera mulher de Derosso da E-Paraná

por HELIBERTON CESCA E ROGERIO WALDRIGUES GALINDO Gazeta do povo
A emissora de tevê do governo paranaense, a E-Paraná – antiga TV Educativa, demitiu nesta semana a jornalista Cláudia Queiroz Guedes, casada com o presidente licenciado da Câmara Municipal de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB). A jornalista, que apresentava o programa É Manhã, estava afastada de suas atividades desde agosto, quando surgiram denúncias de que a empresa dela teria sido beneficiada com contratos públicos com a Câmara.
Segundo o decreto, Cláudia vai ser exonerada no dia 2 de fevereiro. A jornalista está de férias até 31 de janeiro. A reportagem tentou contato com ela ontem, mas o advogado que a representa, Marcelo Ciscato, afirmou que Cláudia está viajando e que, pelo menos por enquanto, não se pronunciaria obre o assunto. O decreto de exoneração é assinado pelo governador Beto Richa (PSDB), pelo secretário-chefe da Casa Civil, Durval Amaral (DEM), e pelo secretário de Estado da Cultura, Paulino Viapiana.
Viapiana disse que a demissão de Cláudia não tem qualquer relação com o escândalo político que envolveu o nome da jornalista. “Estamos fazendo uma reestruturação na tevê que envolve essa e outras mudanças”, afirmou. Se­­gundo ele, as mudanças tiveram origem no encerramento do contrato entre a E-Paraná e a Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar).
O Tribunal de Contas considerou irregular o acordo para que a tevê fizesse contratações por meio da Funpar. Com o fim do contrato em dezembro, outras 40 pessoas serão exoneradas. Cláudia Queiroz, no entanto, não era contratada por meio da Funpar. Tinha um cargo em comissão na tevê.
Apesar da exoneração, Viapiana fez questão de elogiar o trabalho de Cláudia. “Ela sempre trabalhou bem e cumpria seus horários. Quando ela pediu o afastamento do programa, entendemos e concedemos”, disse.
A reportagem tentou contato com João Cláudio De­­ros­­so, mas ele não atendeu aos telefonemas em seu celular.
Câmara de Curitiba
Em julho passado, a Gazeta do Povo revelou que o Tribunal de Contas investigava contratos de publicidade da Câmara de Curitiba. As duas empresas que prestaram o serviço entre 2006 e 2011 foram escolhidas numa licitação em que apenas elas participaram. Cláudia Guedes era a proprietária de uma delas, a Oficina da Notícia, que geriu R$ 5 milhões em contratos de publicidade da Casa.
O caso levou Derosso à Comissão de Ética da Câmara e foi motivo da abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Derosso e Cláudia alegam que não cometeram irregularidades e que não se conheciam quando o contrato foi firmado. Na época da licitação, Cláudia era comissionada da Câmara, o que também é irregular. Em novembro, após o Ministério Público pedir o afastamento de Derosso da presidência da Câmara, ele se licenciou do cargo.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Atraso na engorda da praia de Matinhos poderá chegar a três anos, afirma Wilson Lipski

Correm notícias em Curitiba e, principalmente, no Litoral do Estado que dentro de seis meses terão início as obras de engorda da praia de Matinhos, num trecho de 6,5 a 7,5 quilômetros entre Caiobá e o balneário Flórida.  Na verdade, a situação de momento é a seguinte: será aberta até o fim deste mês uma licitação para a escolha da empresa que vai elaborar o projeto executivo de engenharia das obras necessárias. Assim, depois de assinado o contrato com o Governo do Estado, a empresa vencedora da licitação terá prazo de seis meses – se tudo correr bem – para apresentar o projeto. Somente a partir daí é que poderão ser iniciados os preparativos do edital específico das obras. De forma otimista é possível afirmar que este novo edital será lançado no início de 2013, e que os trabalhos da engorda poderão começar no segundo semestre do próximo ano, quando o atual governo completar dois anos e meio de mandato.
Esta demora toda poderia ter sido evitada, mas o atual governo resolveu voltar praticamente à estaca zero do plano da engorda. Quando assumiu, em janeiro de 2011, bastava ao governo dar continuidade ao consistente trabalho que vinha sendo realizado pela administração anterior. O governo Pessuti deixou tudo pronto para a efetiva licitação das obras – faltava apenas o parecer da Marinha sobre o empreendimento. Caberia, quanto muito, um ou outro ajuste no projeto. Era de se esperar, numa visão estadista, segundo a qual as grandes obras não têm autoria ou assinatura, a continuidade natural dos trabalhos. Mas tal não ocorreu.
A engorda da praia de Matinhos, necessária diante do crescente processo erosivo, foi definida na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano (SEDU) e pelo Serviço Social Autônomo Paranacidade. A proposta inicial foi apresentada pelo secretário Forte Netto. Na época, a solução viria por meio da dragagem do Canal da Galheta, com o devido aproveitamento (e transporte) da areia. A proposta não evoluiu. Foi, então, contratada uma empresa do Rio de Janeiro, que entregou projeto com as especificações do que deveria ser feito e a devida modelagem das obras. Em seguida, foram realizadas pesquisas para a identificação de jazidas de areia no mar. Os estudos levaram em consideração a viabilidade do aproveitamento da areia, com os cuidados quanto às questões ambientais.
Passo seguinte foi a contratação e elaboração dos estudos e relatório de impacto ambiental (EIA/Rima), dada a dimensão do projeto. Paralelamente ao EIA/Rima, a SEDU e o Paranacidade viabilizaram os recursos financeiros para a obra, em torno de R$ 22 milhões. O Ministério da Integração Nacional, por exemplo, assegurou por meio de portaria a importância de R$ 10 milhões. O Governo do Estado garantiu, com verba da renda líquida do Fundo de Desenvolvimento Urbano (FDU), a complementação. Importante ressaltar que a disponibilização total dos recursos é fundamental para garantir que uma obra desta natureza e envergadura não sofra interrupções ou fracionamentos.
Quando assumiu o Governo, o governador Orlando Pessuti determinou que os trabalhos continuassem, dando ao projeto da engorda a condição de ação prioritária. Era um desafio imenso em razão da exigüidade de tempo do mandato. O secretário Wilson Lipski instituiu comissão especial no Paranacidade para acelerar os serviços. De imediato foi obtido o licenciamento ambiental no Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que exigiu o cumprimento de algumas condições, como pareceres dos conselhos do Patrimônio Histórico e Artístico (Cepha) e do Desenvolvimento Territorial do Litoral Paranaense (Colit), de outros órgãos e da Capitania dos Portos de Paranaguá. Ao mesmo tempo foi realizada, em Matinhos, uma audiência pública, que contou com grande participação da comunidade.
Foi renovada, nesse tempo, a portaria do Ministério da Integração. O ministério assegurou os recursos para a construção dos enrocamentos e headlands, e o Governo do Estado para a engorda propriamente dita, incluindo o transporte da areia das jazidas até a praia (o volume de areia é de aproximadamente 1.300.000 metros cúbicos). Foi iniciada, igualmente, a montagem do edital de licitação para as obras, que previa a construção das estruturas (enrocamentos e headlands) por empreitada global e a engorda por preço unitário (metro cúbico de areia).
Em resumo: o Governo Pessuti teve o cuidado de deixar tudo pronto para que o novo governo pudesse levar os trabalhos adiante, observando sempre a obediência à Lei de Responsabilidade Fiscal, pois se tratava de último ano de governo, e à legislação eleitoral, já que o período era de eleições. Pronto e encaminhado, o esforço só dependia da liberação final da Capitania dos Portos de Paranaguá para ser colocado em prática.
Lamentavelmente, a decisão do atual Governo do Estado de fazer o que já fora feito (tecnicamente muito bem realizado) vai retardar a obra em aproximadamente três anos.

 
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