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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sindimovec fecha acordo e trabalhadores da Fiat terão PLR de R$ 5,6 mil



Após meses de muita tensão, o Sindimovec anuncia que fechou acordo trabalhista com a Fiat Powertrain Technologies (FPT), fabricante de motores da multinacional italiana, instalada em Campo Largo. O desfecho somente foi possível após a assembleia que decidiu pela paralisação dos funcionários ontem, dia 26. O estado de greve era mantido mas a empresa decidiu voltar a mesa de negociações. O resultado disso foi o acordo que prevê reajuste de 8,5% nos salários.



Além do aumento salarial o vale alimentação foi mantido e passou para R$ 190. Ao todo, entre PLR e abono, os trabalhadores da montadora receberão, somente este ano, R$ 7.100 mil. Com o acréscimo o PLR ficou em R$ 5.600 mil. O pacote foi aprovado por 95% dos funcionários em nova assembleia realizada ontem.



Para o presidente do Sindimovec, Adriano Carlesso, a confiança dos trabalhadores no sindicato foi determinante, “Temos lutado muito ao lado dessas pessoas. Nenhum diretor se negou em momento algum de auxilia-los. No final prevaleceu a vontade dos nossos filiados” - comemorou.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Greve: Funcionários da Fiat de Campo Largo param nesta quinta



Em assembleia realizada na noite de quarta, trabalhadores da fábrica de motores da Fiat em Campo Largo (FPT) decidiram cruzar os braços a partir das seis da manhã desta quinta (26). Com o fracasso nas negociações, iniciadas em fevereiro, funcionários e sindicato optaram pela manifestação. “A empresa recusou nossa proposta e os trabalhadores não tem outra opção senão a greve” – justifica Adriano Carlesso, presidente do Sindimovec.

A categoria propõe um reajuste salarial de 8,5%, bem abaixo dos 12% da proposta inicial. O pacote inclui ainda aumento de 6% da PLR, abono de R$ 1,5 mil e vale alimentação de R$ 220. De acordo com Carlesso, a Fiat não aceitou indicação dos trabalhadores e ainda pretende excluir o vale alimentação dos benefícios – “É ultrajante a proposta deles [Fiat]. Esperamos com a paralisação encontrar uma solução para isso.” – protesto Carlesso. 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Trabalhadores da Fiat podem realizar paralisação

Pode haver paralisação dos trabalhadores caso a Fiat não atenda
as exigências de reajuste salarial.

Os trabalhadores da Fiat Powertrain Technologies (FPT) podem para caso a empresa não atenda as reivindicações da categoria. Uma assembleia marcada para a manhã desta quinta-feira (22), não ocorreu. Mas o Sindimovec, entidade sindical que representa os trabalhadores, reuniu-se com a montadora para negociar a proposta de reajuste salarial. 

O sindicato quer um aumento salarial de 12%. A Fiat cedeu apenas 8%. Além do reajuste dos salários, os trabalhadores negociam aumento de R$ 250,00 no vale alimentação e um abono de R$ 2 mil. 

De acordo com o Presidente do Sindimovec, Adriano Carlesso, a categoria espera uma contraproposta equivalente ao exigido na reunião. "Não vamos arredar o pé enquanto não alcançarmos o que os trabalhadores merecem" - afirma Carlesso. Ele revela que, se for necessário, o sindicato local acionará os representantes dos trabalhadores da Unidade da Fiat em Betim, MG, e até mesmo na Itália. 

Caso o impasse nas negociações persistam, Carlesso não descarta a possibilidade de uma paralisação.

Nova unidade de Pernambuco

A Fiat investe R$ 3 bilhões na construção de nova unidade em Suape, Pernambuco. "A planta é cinco vezes maior que a de Betim' - informa Adriano Carlesso. 

A mega fábrica da Fiat no Nordeste pode colocar em risco as operações da multinacional em Campo Largo e até mesmo em Betim. O temor pelo encerramento das atividades no Paraná não é descartada, mas a Fiat não confirma. 

Na ultima sexta-feira (16) sete trabalhadores foram demitidos na unidade da Fiat em Campo Largo.  
  

Sindimovec negocia com FPT

O presidente do Sindmovec, Adriano Carlesso, está em reunião desde a manhã desta quinta com membros do sindicato e representantes da Fiat Powertrain Technologies (FPT). A pauta de negociações ainda não foi informada. 

Há poucos dias Carlesso fechou com a Caterpillar uma negociação histórica, que resultou em aumento de 280% do PLR. 

Mais informações em breve.

terça-feira, 13 de março de 2012

Sindimovec alcança aumento de 10,5% para trabalhadores da Caterpillar

Assembléia decidiu fechamento
das negociações com a empresa.
O Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Montadoras de Veículos, Chassis e Motores de Campo Largo (SINDIMOVEC) não precisou trancar ruas, nem acordar a vizinhança da empresa Caterpillar Brasil Ltda para realizar uma das melhores negociações salariais do Paraná, provando que o fato de não ter gerado tumulto em frente à fábrica não comprometeu a eficiência da negociação. Porém, o SINDICATO ressalta que, se necessário, não poupará esforços, utilizando de outras formas, para garantir a satisfação dos trabalhadores, inclusive realizando greves e paralisações.

Na quinta-feira (01/03), após calorosa negociação com a empresa, o SINDIMOVEC realizou assembléia submetendo o resultado das negociações à aprovação dos trabalhadores.

O resultado aprovado contempla um Reajuste Salarial de 10,5% (INPC + aumento real) para todos os trabalhadores da empresa, independentemente do nível salarial, significando que o aumento real conquistado pelo SINDIMOVEC foi de aproximadamente 5%, isso considerando que a inflação acumulada nos últimos 12 meses está na casa dos 5%.

O SINDIMOVEC também conseguiu, dentre outras conquistas, um aumento de 70% no Vale Alimentação, que passou de R$ 100,00 para R$ 170,00, e um aumento de 280% no valor fixo do PLR (Plano de Participação nos Resultados da empresa), que foi de R$ 1.000,00, em 2011, para R$ 2.800,00 fixos + metas, que podem dar ao trabalhador mais 1,5 salários nominais em 2012, ou seja, analisando o PLR de 2011, o aumento poderá representar 450%, incluindo valor fixo e valor variável pelo alcance de metas com base na média salarial, enquanto que a maioria dos reajustes conquistados por categorias similares em 2012 não passaram de 9%.

Para o Secretário Estadual dos Trabalhadores Metalúrgicos da NCST/PR e presidente do SINDIMOVEC, Adriano Carlesso, há sempre a impressão de que a negociação poderia ter sido melhor. Porém, se levado em conta o pouco tempo de inauguração da empresa, os números acumulados da inflação nos últimos doze meses e os sinais do mercado do produto de tratores para este ano, pode-se dizer que a negociação foi boa, o que ressalta a eficiência da política sindical adotada pelo SINDIMOVEC.


Assédio de outro sindicato

Há 13 anos o SINDIMOVEC sofre com o posicionamento político de um outro sindicato, este de representação regional, que teima em dizer que tem a representatividade dos trabalhadores de Campo Largo. A situação só piorou depois que tal sindicato perdeu o processo de representatividade na Justiça, em 2008, resultado que possibilitou a concessão da Certidão Sindical ao Sindimovec, documento que o torna independente de qualquer outro sindicato e impede o Sindicato Metalúrgico Regional de se manifestar em nome dos trabalhadores da cidade. A entidade é dirigida pelo ex vereador Nelsão, sindicalista ligado a Força Sindical que teve o mandato cassado há um ano por quebra de decoro parlamentar. 

Porém, tal sindicato continua tentando “ganhar no grito” a representatividade dos Trabalhadores de Campo Largo. Prova disso são as assembléias ilegais realizadas em frente à fábrica, complicando o trânsito e acordando os vizinhos de madrugada, a distribuição de jornais aos trabalhadores, as matérias veiculadas na imprensa regional e municipal e os “outdoors” espalhados pela nossa cidade e por toda Curitiba nas últimas semanas, típicos de uma “política de manipulação de massa”, na tentativa de denegrir a imagem do sindicato de Campo Largo.

Porém, o SINDIMOVEC prova com a negociação realizada com a Caterpillar que pode existir, sim, sindicalismo e conquistas expressivas aos trabalhadores sem a necessidade de realização de paralisações e desrespeitos ao cidadão campolarguense, bastando a união dos trabalhadores e um bom trabalho na mesa de negociação.

Adriano Carlesso, presidente do SINDIMOVEC, comentando sobre esta política de, inicialmente, esgotar todas as possibilidades na mesa de negociação, relata que se a política adotada não funcionar, aí sim, com certeza o SINDIMOVEC dará outros rumos em sua negociação para garantir o direito dos trabalhadores, como ocorreu no passado com a empresa Tritec, que ficou paralisada por algumas horas até que houvesse uma conversa decisiva sobre a Pauta de Reivindicações daquele ano para uma boa negociação.

A negociação do SINDIMOVEC com a Caterpillar prova também que o fato de a empresa estar inserida no ramo das MONTADORAS DE VEÍCULOS, e não de empresa automobilística, e o fato de ter seus funcionários representados pelo Sindicato de Campo Largo, não significa que a empresa “não está pagando o direito dos trabalhadores” (palavras que foram objeto da redação dos outdoors espalhados pela região), pois o SINDIMOVEC, tendo esta representatividade, garante o direito destes trabalhadores, e a maior prova disso foi o sucesso na negociação deste ano pelo SINDIMOVEC.

 
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