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terça-feira, 27 de março de 2012

Geladeiras do Provopar foram vendidas irregularmente

Do G1 PR com informações da RPC TV Curitiba





Geladeiras que haviam sido doadas à filial do Programa de Voluntariado do Paraná (Provopar), de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, foram vendidas para moradores da cidade. Os produtos foram doados em 2008 por uma fábrica, com a condição de serem doados a entidades assistenciais e postos de saúde. O Tribunal de Contas e o Ministério Público investigam o caso.


Um morador que não quis se identificar conta que na época foi avisado que não teria direito à nota fiscal, nem à garantia. “Mais seis pessoas [além de mim], compraram”, diz. Outro morador, que também preferiu não se identificar, revela que escolheu o modelo maior e mais caro, dentre os três que estavam disponíveis. “Eu comprei na Provopar, aqui em Campo Largo. Eu paguei R$ 1 mil em duas vezes”, afirma.

O Provopar admite que algumas das 108 geladeiras foram vendidas. Segundo a secretária da instituição, Renata Archeleiga, 47 delas foram doadas. Já a presidente do Provopar, Elizabete Neizer Basso, afirmou em nota que foram 48 doações.
Conforme as duas, a venda das geladeiras aconteceu para arrecadar verbas para a instituição. “As geladeiras vieram e na época eram o único meio de trocarmos por materiais necessários para manter as nossas famílias e os projetos”, conta Archeleiga.
Em outro ofício, enviado por Elizabete Basso à empresa, ela afirma saber que as geladeiras só poderiam ser doadas e não vendidas.
Segundo Giovani Marcon, conselheiro fiscal do Provopar de Campo Largo, a venda das geladeiras foi ilegal. “Não entrou para o livro-caixa do Provopar”, conta.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Reunião do Conselho de Saúde termina em bate boca e vira caso de polícia

A reunião da ultima sexta-feira (16) entre os membros do Conselho Municipal de Saúde trouxe um novo episódio a já desgastada imagem do órgão. Mais uma vez o encontro terminou em bate boca, agressões e agora pode virar caso de polícia. As informações são de Dirceu Coltro, membro do Conselho que afirma ter sido alvo de calúnias por parte do Presidente Giovani Marcon, sua esposa e também integrante da entidade Simone Andrade e do funcionário público municipal Miguel Marques. A confusão só não terminou em um "quebra pau" porque outro membro do Conselho conseguiu acalmar o ânimo dos envolvidos.

O caso pode parar na Delegacia de Polícia. Não é a primeira vez que uma reunião do Conselho de Saúde de Campo Largo vira barraco. Numa ocasião o ex secretário de Saúde Glewerson Caron bateu boca com Marcon e ambos por pouco não "saíram no tapa".

Sobre toda essa novela envolvendo a entidade responsável pela fiscalização dos serviços públicos de saúde no município, a atual secretária de Saúde, Chrystiane Chemin teria afirmado: "O Conselho está desacreditado pela população".

A reunião foi bastante tensa. Na pauta estava a denuncia realizada pelo prefeito Edson Basso de que o Conselho de Saúde pressionava secretários para beneficiar pessoas com exames e consultas de média e alta complexidade. O esquema, chamado de "fura fila", seria uma imposição do Conselho, revelou Basso. Para esclarecer a situação o Conselho enviará documento ao Governo Municipal solicitando informações sobre o suposto esquema de vantagens na saúde pública. O órgão quer que o Prefeito dê "nome aos bois".

 
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